Ser.



Você não é o cargo superior na empresa que trabalha, não é o diploma daquela faculdade

Você é a risada que deixou escapar brincando com o cachorro, é o olhar trocado com a pessoa amada, é a noite mal dormida pensando nos problemas

Você não é o dia ao avesso em que fora da cama nada estava certo e por isso xingou todos os seus amigos (mentalmente).

Você é o dia em que ajudou alguém que nem conhecia, é a cumplicidade trocada com quem senta ao seu lado no ônibus ao deixa-lo sair sem precisar dizer nada, é a vez que procurou moedas no fundo da mochila porque queria um sorvete.

Você não é tudo o que sua mente grita sempre que um erro é cometido, você não é o que os outros te dizem que é.

Você é um conjunto da matemática básica com vários elementos pertencentes em união e não um Delta negativo que acaba com toda a equação.

Wishilist literária.

Algo que nunca paro de querer, além de comida, são livros, e é sempre difícil escolher apenas alguns para colocar em wishlists, mas ultimamente não consigo pensar em nenhuma leitura além das que escolhi para esse post, e não que eu esteja falando sério, depende de como você enxergar isso, mas se alguém por ai quiser mandar o link desse post para o programa do Celso Portiolli e quem sabe tocar o coração desse homem a realizar esse meu sonho de fim de ano: aceito. 


  1. Livre: A Jornada de Uma Mulher Em Busca do Reconhecimento (Cheryl Strayed).
"Aos 22 anos, Cheryl Strayed achou que tivesse perdido tudo. Após a repentina morte da mãe, a família se distanciou e seu casamento desmoronou. Quatro anos depois, aos 26 anos, sem nada a perder, tomou a decisão mais impulsiva da vida: caminhar 1.770 quilômetros da Pacific Crest Trail (PCT) – trilha que atravessa a costa oeste dos Estados Unidos, do deserto de Mojave, através da Califórnia e do Oregon, em direção ao estado de Washington – sem qualquer companhia. Cheryl não tinha experiência em caminhadas de longa distância e a trilha era bem mais que uma linha num mapa. Em sua caminhada solitária, ela se deparou com ursos, cascavéis e pumas ferozes e sofreu todo tipo de privação. 

Em Livre, a autora conta como enfrentou, além da exaustão, do frio, do calor, da monotonia, da dor, da sede e da fome, outros fantasmas que a assombravam. “Todo processo de transformação pessoal depende de entrega e aceitação”, afirma. Seu relato captura a agonia, tanto física quanto mental, de sua incrível jornada; como a enlouqueceu e a assustou e como, principalmente, a fortaleceu. O livro traz uma história de sobrevivência e redenção: um retrato pungente do que a vida tem de pior e, acima de tudo, de melhor. " 
Fonte: Skoob. 
Além de ser um livro com um relato da própria autora em um momento difícil, Livre foi adaptado para os cinemas e atualmente citado em Gilmore Girls: Um Ano Para Recordar, como uma grande inspiração para Lorelai Gilmore em uma fase cuja personagem precisa se encontrar novamente. Confesso que até o retorno das garotas Gilmore ainda não possuía nenhum contato com o mesmo, sendo Amy Sherman-Palladino parcialmente culpada pelo meu interesse. Além disso, o Valkírias teceu elogios à ele, e algo me diz que será uma leitura com resultados próximos aos que A Arte de Pedir, da Amanda Palmer, teve sobre mim. 

      2. Carry On: Ascensão e Queda de Simon Snow (Rainbow Rowell).
"Simon Snow é um bruxo que estuda numa escola de magia na Inglaterra. Profecias dizem que ele é o Escolhido. Você pode até estar pensando que já conhece uma história parecida. O que você não sabe é que Simon Snow é o pior Escolhido que alguém já escolheu. 
Poderosíssimo, mas desastroso a ponto de não conseguir controlar sequer sua própria varinha, Simon está tendo um ano difícil na Escola de Magia de Watford. Seu mentor o evita, sua namorada termina com ele e uma entidade sinistra ronda por aí usando seu rosto. Para piorar, seu antagonista e colega de quarto, Baz, está desaparecido, provavelmente maquinando algum plano insano a fim de derrotá-lo. 
Carry On é uma história de fantasma, de amor e de mistério. Tem todos os beijos e diálogos que se pode esperar de uma história de Rainbow Rowell, mas com muito, muito mais monstros."
          Fonte: Skoob. 

Quem é a rainha dos young adults e por que seu nome é Rainbow Rowell? Uma das teorias que tenho para todas as coisas ruins que acontecem no mundo é: se todos fossemos uma criação da Rainbow tudo seria melhor. Uma pessoa com esse nome consegue produzir algo ruim, gente? É claro que não consegue! Carry On é algo parecido com um spin-off de Fangirl, da mesma autora (e meu livro preferido dela!), onde a personagem Cath, fã de Você-Sabe-Quem, não, espera, fã de um bruxinho com um raio na testa, é muito conhecida por sua fanfic do mesmo, publicada na internet. Em alguns momentos de Fangil até temos acesso a alguns capítulos da fanfic, o que causou um pouco de descontentamento em vários leitores, mas várias pessoas já disseram que Simon Snow nos surpreende positivamente. É um YA sobre bruxos (!) gays (!) e isso é muito mais importante do que talvez pareça no primeiro instante, mas por se tratar de uma categoria repleta de casais heterossexuais importa muito. POR FAVOR CELSO, ME DÁ ESSE LIVRO!

     3.  Nimona (Noelle Stevernon).
"Nimona é uma metamorfa sem limites nem papas na língua, cujo maior sonho é ser comparsa de Lorde Ballister Coração-Negro, o maior vilão que já existiu. Mas ela não sabia que seu herói possuía escrúpulos. Menos ainda uma deliberada missão.
Até conhecer Nimona, Ballister fazia planos que jamais davam certo. Felizmente, a garota tem muitas sugestões para reverter esse quadro. Infelizmente, a maioria envolve explosões, sangue e mortes. Agora, Coração-Negro não só tem que enfrentar seu arqui-inimigo e ex-amigo, o célebre e heroico Sir Ambrosius Ouropelvis, mas também impedir que a fiel comparsa destrua todo o reino ao tentar ajudá-lo. 
Uma história subversiva e irreverente que mistura magia, ciência, ação e muito humor sobre camadas e mais camadas de reflexão – entre uma batalha e outra, é claro."
Fonte: Skoob. 
Nunca li graphic novels? Nunca li graphic novels! Mas desde o seu surgimento Nimona têm despertado meu coração (e o dos críticos literários também). Não tenho muito o que falar sobre, por se tratar de um lançamento recente, mas: quero.

     4.  Ninguém Vira Adulto de Verdade (Sarah Andersen).
"As tirinhas certeiras de Sarah Andersen, que já contam com mais de 1 milhão de fãs no Facebook, registram lindos fins de semana passados de pernas pro ar na internet, a agonia de andar de mãos dadas com alguém de quem estamos a fim (e se os dedos ficarem suados?!), a longa espera diária para chegar em casa e vestir o pijama, e a eterna dúvida de quando, exatamente, a vida adulta começa.
Em outras palavras, este livro é sobre as estranhezas e peculiaridades de ser um jovem adulto na vida moderna. A sinceridade com que Sarah Andersen lida com temas como autoestima, timidez, relacionamentos e a frequência com que lavamos o sutiã torna impossível não se identificar com esses quadrinhos hilários e carismáticos."
          Fonte: Skoob.

Desde que a descobri pela sua página no Facebook, Sarah se tornou uma das minhas amigas imaginárias. É incrível a capacidade dela de fazer com que eu me identifique com absolutamente todos os seus quadrinhos. Quando recebi a notícia da tradução do seu novo livro para o português só consegui pensar em uma coisa: precisa. ser. meu. Ah, o capitalismo, que bonito é!

    5.  Sobre A Escrita (Stephen King).
"Eleito pela Time Magazine um dos 100 melhores livros de não ficção de todos os tempose vencedor dos prêmios BRAM STOKER e LOCUS na categoria Melhor Não Ficção, Sobre a escrita — A arte em memórias é uma obra extraordinária de um dos autores mais bem-sucedidos de todos os tempos, uma verdadeira aula sobre a arte das letras. 
O livro também não deixa de lado as memórias e experiências do mestre do terror: desde a infância até o batalhado início da carreira literária, o alcoolismo, o acidente quase fatal em 1999 e como a vontade de escrever e de viver ajudou em sua recuperação. Com uma visão prática e interessante da profissão de escritor, incluindo as ferramentas básicas que todo aspirante a autor deve possuir, Stephen King baseia seus conselhos em memórias vívidas da infância e nas experiências do início da carreira: os livros e filmes que o influenciaram na juventude; seu processo criativo de transformar uma nova ideia em um novo livro; os acontecimentos que inspiraram seu primeiro sucesso: Carrie, a estranha. Pela primeira vez, eis uma autobiografia íntima, um retrato da vida familiar de King. 
Ao mesmo tempo um álbum de memórias e uma aula apaixonante, Sobre a escrita irradia energia e emoção no assunto predileto de King: literatura. A leitura perfeita para fãs, escritores e qualquer um que goste de uma história bem-contada."      
         Fonte: Saraiva. 

Já vi várias pessoas que leram dizendo que acaba se tornando bem cansativo, mas ainda assim não desisti de um dia tê-lo. Recomendo a resenha do Resenhando Sonhos, blog da Tami.

    6.  Uma Breve História do Tempo (Stephen Hawking).
"Uma das mentes mais geniais do mundo moderno, Stephen Hawking guia o leitor na busca por respostas a algumas das maiores dúvidas da humanidade: Qual a origem do universo? Ele é infinito? E o tempo? Sempre existiu, ou houve um começo e haverá um fim? Existem outras dimensões além das três espaciais? E o que vai acontecer quando tudo terminar?
Com ilustrações criativas e texto lúcido e bem-humorado, Hawking desvenda desde os mistérios da física de partículas até a dinâmica que movimenta centenas de milhões de galáxias por todo o universo. Para o iniciado, Uma breve história do tempo é uma bela representação de conceitos complexos; para o leigo, é um vislumbre dos segredos mais profundos da criação."
          Fonte: Skoob. 

Stephen Hawking é uma das pessoas que mais admiro na vida. Sei que tem bastante coisa errada por baixo do tapete, principalmente com relação a vida pessoal dele, mas academicamente não consigo deixar de respeitá-lo, por tudo o que acredita e por tudo o que fez e continua fazendo. Que livro, meus amigos!

    7.  O Oceano no Fim do Caminho (Neil Gaiman).
"Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos.
Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino.
Ele sabia que os adultos não conseguiriam — e não deveriam — compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano."
          Fonte: Skoob. 

Todo mundo sabe como Neil é maravilhoso no que faz e não há outra razão para amar e venerar absolutamente tudo o que esse homem toca. Sem mais explicações.

E vocês, que livros querem ler? Já leram algum da minha lista? Alguém tem o contato do Celso? Querem minha caixa postal pra mandar mimos, meninas? Comenta ai!


Meninas viciadas em blogs pessoais me add.

OLÁ INTERNET! Que bela noite de sexta-feira para estar em casa rolando o catálogo de filmes na Netflix sem conseguir decidir o que ver não é mesmo?

Lembram de Agosto, aquele mês insano que toda a blogosfera se uniu para postar durante 31 dias? E se eu disser que isso pode quase acontecer de novo em Dezembro? Rolou toda uma agitação lá no grupo do SOTMB com o espírito natalino no ar e diante da incapacidade de postar por mais 31 dias seguidos, várias migas daqui se uniram (Ana, Manu, Mia, Michas ) e decidimos fazer algo mais diferenciado em que cada uma de nós escolheu o que era melhor para si (seja postar todos os dias, um dia sim, um dia não ou só participar das blogagens coletivas que combinamos) e como eu sempre digo, tem tudo pra dar errado quando se trata da minha pessoa, mas vai dar certo sim (principalmente porque com pessoas maravilhosas do lado tudo fica mais fácil). 

Ainda não consegui decidir qual será a frequência de postagens por aqui, só sei que todo dia é um sonho bem distante, mas é bem provável que eu alterne entre um ou dois dias de intervalo. Espero não traumatizar ninguém (e nem sair traumatizada). Vejo vocês logo logo! 

(Sou péssima pra fazer textos introdutórios com mais sentimento, deixo esse talento para as meninas.)




Só acontece comigo #53

Ou: aquele em que eu ganhei uma libra esterlina.
Ou ainda: faz muito frio aqui em London.



Se  você visita o blog com uma determinada frequência sabe que sou adepta assídua do transporte público. Nem sempre por vontade própria, quase sempre por necessidade. E ai que tem todo aquele sistema de troco, né? O motorista sempre precisa me devolver 20 centavos, então eu sempre sei que ou serão duas moedas de 10, ou quatro de 5, ou uma de 10 e duas de 5, de modo que nunca há nenhuma confusão no processo. Olhei o troco em minhas singelas mãos e ali estavam: uma moeda de 10, duas de 5. Segui minha vida? Segui sim, assim como manda o ritual. Cheguei em casa, deixei as moedas na escrivaninha e me distrai com outras coisas. Quando voltei ao meu quarto lembrei de guardar as moedas e notei a existência do que parecia ser uma anomalia ali no meio.

A moeda de 5 centavos não era um simples plebeu, meus amigos. 

É UMA FUCKING LIBRA ESTERLINA!!!!!


Como essa moeda veio parar em um município de São Paulo? Por quais mãos passou? Que histórias presenciou? Estaria sabendo do Brexit? São tantas questões.

I was doing fine without ya, 'til I saw your face, now I can't erase it.



21/09/2016

Eram muitas pessoas, indo e vindo. Um homem havia acabado de tentar me parar para falar do produto que precisava vender e eu estava assustada com o barulho que minha garrafa d'água fez quando ele encostou seu braço em minha mochila. Continuei caminhando, na mesma direção de todos os dias, e te vi.

Fugi.

Atravessei fora da faixa, abaixei a cabeça, meu coração acelerado, a respiração falhando e as pernas bambas. Dez da noite e o que aconteceu às duas da tarde ainda faz com que eu queira te perguntar o por quê.

Eu nunca vou esquecer a música que tocava no aleatório.

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30/09/2016

Eu tinha escrito outras coisas antes do dia 21, mas hoje, quando entrei aqui, decidi apagá-las. Como sempre, prefiro anular alguns sentimentos ao invés de deixar que isso se torne mais difícil do já tem sido.

Não te culpo, sabe? Sei que no texto anterior pareceu que sim, mas não te culpo mesmo, afinal, se deu errado, foi graças a nós dois. 50% da culpa é minha, 50% é sua. Se eu comecei a reparar em você foi porque quis, se eu comecei a tentar me aproximar foi inteiramente porque senti vontade, e se não deu certo, só me cabe aceitar que nem sempre posso ter o controle de tudo.

Eu já me desculpei com você pela timidez, apesar de achar que não deveria, já que esse é meu jeito, mas eu me desculpo pra quem sabe transformar a culpa em esperança. Eu sei que disse que não ia usar mais vírgulas, mas é inevitável não pensar nisso, então aprendi a controlar meus impulsos de continuar insistindo, mas por favor, não me peça pra controlar o que penso nem o que escrevo, pois só assim vou conseguir compreender de pouco em pouco tudo o que se aloja aqui dentro.

Eu quis muito, por mais que o autocontrole tenha escondido ao máximo. E eu ouvi tudo o que seus amigos disseram e tudo o que você disse. E eu vi todos os seus olhares. Lembro da vez em que você saia da sala e eu entrava. Da vez em que eu estava no ônibus e você na calçada. Da vez que estávamos nós dois na calçada. Da vez em que cheguei e você estava sentado olhando. Da vez em que apontou para os triângulos no meu moletom e perguntou algo ao seu amigo. Da vez que sai da sala e você ficou, com seu amigo dizendo "Olha seu amor indo embora!" e se te conforta saber, de tanto ele fazer pequenos comentários quando eu passava comecei a reparar mais. Da vez que me seguiu até o ponto porque queria se aproximar. Do feriado que seu outro amigo perguntou "É essa?" enquanto eu entrava no ônibus e sim, eu vi você me encarando enquanto o ônibus não dava partida. De todas as encaradas, de todas as tentativas de dizer algo que nunca deram em nada. De como eu estava nervosa quando te chamei pra conversar pela primeira vez. De como eu achei que tinha feito algo de errado e por isso nunca mais fui atrás, até o dia que você me chamou e terminou tudo dizendo que tinha gostado de conversar comigo e eu pensei "SÉRIO? COMIGO? POR QUÊ?", de como eu fico nervosa cada vez que você passa ao meu lado e de como eu pensei em te entregar meu cachecol no dia frio em que você estava encolhido no ponto de ônibus, mas achei que seria brega demais. Lembro de como tentei, e de como você tentou, e de como não deu.


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15/10/2016


Você estragou tudo. Eu não pensava mais nisso, não assimilava as letras das músicas a ninguém e não chorava com filmes românticos. Quando eu soube da sua existência nem notei no que tudo isso daria, nem reparei que com aquela informação em mãos eu poderia desenrolar novos acontecimentos que me levariam para dois extremos: um bom e outro ruim.

Eu sei que se hoje estou aqui um pouco "alta" escrevendo sobre tudo o que não foi (mas deveria, considerando o quanto eu quis que sim), pensando se devo ou não te chamar mesmo depois de dois meses sem trocar nenhuma sílaba com você e me sentindo ridícula por não ter tido coragem de dizer tudo o que eu sentia em tão pouco tempo só significa uma coisa: mesmo que eu negue, mesmo que eu fuja, mesmo que eu faça o possível e o impossível pra não te olhar enquanto você passa só há um motivo para o meu coração bater tão rápido quando te vejo tão presente, tão inteiro, mas ao mesmo tempo tão inalcançável. 

Não quero dizer isso em voz alta, não quero reconhecer que o único motivo pelo qual eu não me permito é o medo, o medo de ser o mesmo do que meus amores antigos, o medo de saber que fazia muito tempo que eu não me sentia tão nervosa por ver alguém e que isso só significa uma coisa que eu não posso dizer, não posso me ouvir falar isso, não posso sentir isso por alguém com quem eu não consigo nem manter uma conversa pessoalmente de tanto nervoso.

Eu só queria ser corajosa o suficiente pra dizer, e pra tomar atitudes como ter te emprestado meu cachecol no dia em que eu quis fazer isso, e ter pedido seu número e ter te chamado pra fazer qualquer coisa comigo e dentro desse qualquer coisa estão todas as coisas que eu já pensei em fazer com você.

No mês passado, quando fiquei "alta" pela primeira vez, foi sobre você que falei naquela mesa de bar, foi aquele desabafo entre xingos que há tanto eu precisava soltar, mas que no fundo, no fundo, não dizia nada sobre as suas atitudes e sim sobre as minhas. 

Eu sempre vou me cobrar por não ter tido a coragem, de ter ido até você mas nunca o suficiente, de ter tentado, tentado, tentado e continuado no mesmo lugar. Eu sempre vou me cobrar por deixar tudo isso sair só quando você não está pra saber.

Não foi você quem estragou tudo, fui eu.